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Em consequência da sua origem, o vinho é um produto
vivo que passa pelos períodos de juventude,
maturidade e envelhecimento e que, como é natural,
está sujeito a alterações. Por esse motivo, o vinho não
tem uma composição sempre igual. É a natureza do solo,
do clima, as castas de uvas, os métodos de cultura e
tantos outros factores, que provocam diferenças apreciáveis
de vinho para vinho e que podem originar produtos com
características semelhantes. |
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As regiões de vinhos em Portugal obedecem a uma catalogação em 3 tipos possíveis: D.O.C., I.P.R. e Vinhos Regionais:
D.O.C. (Denominação de Origem Controlada)
São 19 de momento, onde estão incluídas denominações como o Vinho do Porto e Vinho Verde,
as mais conhecidas e mais antigas regiões produtoras de vinho, ou
D.O.C. Alentejo e Lourinhã, as mais modernas, sendo a Lourinhã a única de Aguardentes.
As D.O.C. são regiões geograficamente delimitadas e sujeitas a um conjunto de regras
consignadas em legislação própria, como por exemplo as características do solo, castas
recomendadas e autorizadas, práticas de vinificação, teor alcoólico, tempo de estágio,
etc. Os vinhos D.O.C. podem e devem usar a sigla D.O.C. ou V.Q.P.R.D. nas suas
garrafas como selo de garantia e informação da catalogação do vinho.
I. P. R. (Indicação de Proveniência Regulamentada)
As regiões pertencentes a esta categoria encontram-se numa fase transitória, sendo o
seu objectivo atingir a categoria D.O.C., o que pode acontecer ao fim de um mínimo
de 5 anos se se verificar o crescendo de qualidade do vinho produzido e da vinha onde
é produzido.
Vinhos Regionais
Apesar de não serem D.O.C. produzem-se nestas regiões vinhos de alta qualidade. Em
alguns destes casos acontece que uma região D.O.C. pode produzir vinho regional bastando
para isso não respeitar uma das regras que define a região como D.O.C., como sejam as
castas utilizadas, as proporções em que são utilizadas ou o tipo de garrafa utilizada.
Existem ainda os Vinhos de Mesa que são constituídos por selecções
ou lotes de vinhos, de várias regiões, não tendo por isso uma demarcação geográfica.
Este tipo de vinho não pode mencionar nas suas garrafas o ano de
colheita, as castas utilizadas, os envelhecimentos, etc. |
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De modo a escolher um vinho de qualidade, ou a adquirir um gosto especifico na selecção
de vinhos, é conveniente ter em atenção certos aspectos nessa selecção e pontos de
referência sobre o vinho, como por exemplo, o ano de colheita do vinho (um mesmo vinho
tem normalmente variações de qualidade, por vezes substanciais, consoante o ano de
colheita, sendo por isso um dos factores primordiais de selecção), as castas que
constituem o vinho (se são castas autorizadas ou recomendadas por uma D.O.C.), o seu
tipo (Branco, Tinto, Generoso, etc.), ou ainda o seu teor alcoólico.
Todos estes aspectos aparecem normalmente referenciados, para o beneficio do comprador,
no rótulo e contra-rótulo da garrafa. Sendo este o principal guia de compra de vinhos.

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