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2008/07/15 - 14ª Edição de B&T - As protagonistas da Estremadura     
Última edição de Branco & Tinto chegada às mãos. Produtor em destaque a Quinta do Lagar Novo, O vinho no feminino continua como tema em actualidade na região da Estremadura, dada a quantidade e a qualidade das "personagens", a Quinta do Convento da Visitação, está na rota de Branco & Tinto e por fim e à conversa com, surge a Adega Cooperativa da Vermelha. A LusaWines, convida os produtores da região a enviarem os seus Vinhos para prova e respectiva ficha técnica. Boas Colheitas.
De: FrenteOeste

2008/07/07 - 100 Anos de Região Demarcada C-O-L-A-R-E-S     
A Câmara Municipal de Sintra inaugura no próxima dia 10 de Julho, pelas 18,30 horas a Exposição comemorativa dos "100 Anos da Região Demarcada de Colares 1908 - 2008", nas Caves Visconde Salreu, Avenida do Atlântico em Colares. Horário: Sex e Sab 15h00 - 23h00, Dom 15h00 - 20h00. Entrada livre. Tef. 21 923 61 20. Até 5 de Outubro de 2008.
-- COLARES e o SEU VINHO
Colares foi durante o século XIX e XX uma região onde buscavam refúgio os habitantes abastados de Lisboa.
Sintra e Colares eram então locais de eleição para fins-de-semana ou mesmo férias.
Foi na Várzea de Colares que se desenvolveu a cultura da vinha distribuída por duas modalidades: a cultura em chão de areia e a cultura em chão rijo. Foi a primeira que deu fama ao vinho de Colares, um vinho que sempre esteve presente nas mesas aristocráticas e burguesas, tão bem descritas por Eça de Queiroz.
Ignora-se quando se plantaram aqui as primeiras vinhas. No entanto, sabe-se que quando, em 1255, D. Afonso III fez a doação do Reguengo de Colares a Pedro Miguel e a sua mulher Maria Estêvão, obrigou-os a plantar as videiras que ele mandara vir de França. Vê-se, assim, que desde o século XIII, o vinho de Colares tem carta de nobreza, sendo levado frequentemente às mesas reais. No início do século XX o rei D. Manuel II distingue a região vitivinícola de Colares concedendo-lhe o estatuto de Região Demarcada.
Em 1931 foi fundada a Adega Regional de Colares que actualmente reúne mais de 50 por cento da produção da região e mais de 90 por cento dos produtores. O edifício é imponente, o seu interior é deslumbrante pela sua dimensão e número de tonéis que alberga, constituindo a zona de estágio e envelhecimento em madeira por excelência, desta Região Demarcada. Esta adega cooperativa sempre foi considerada um cartão de visita nacional. Por lá têm passado destacadas figuras da política e da cultura nacional e internacional, principalmente em refeições, festas e provas de vinho, que se organizam na sua nave principal.
(in, "As cidades e a Serra" - Magazine Cultural de Sintra)

-- VINICULTURA
Nas últimas décadas do século XIX, (…) Colares conhecera novo fôlego económico baseado, sobretudo, na produção do Vinho de Colares. Os indicadores disponíveis apontam para que o ramisco tenha sido introduzido, ou exaustivamente explorado, a partir dos finais do século XVIII, uma vez que até àquela data as fontes são omissas em relação a qualquer vinho específico, limitando-se a referir este produto entre os demais da região, onde se destaca, sobremaneira, a fruta. Foi a época dos capitalistas e proprietários, grandes comerciantes que detinham o monopólio do néctar, como os Gomes da Silva, possidentes de uma das mais antigas adegas (a Adega Viúva Gomes, fundada em 1808, em Almoçageme) -se não mesmo a mais antiga- que produziu e comercializou em grande escala o vinho ramisco, projectando internacionalmente aquele vinho, sobretudo para o Brasil (1).
Nos inícios do evo novecentista os principais viticultores da região eram Viúva Gomes & Filhos -distinguidos com o Grande Prémio na Exposição Mundial do Panamá-Pacífico, em 1915(2), e que durante a Guerra de 1914-1918, enviaram vinho para consumo dos soldados que combatiam na frente francesa(3) -, Costa & Silva, Mazziotti, Teixeira Marques, Dr. Brandão de Vasconcelos, Luís Collares, José Parola, João Henrique Thomaz, Viúva Valério José Vicente, famílias Hipólito Filipe e Brás Rilhas, Maria José Dick Bandeira Nobre, Júlio Sena, José Simões Ferreira, Marcelino Simões, Agostinho Gomes e José Maria de Oliveira Júnior(4).
No seu estudo datado de 1908, contudo, Chaves Cruz relatou a crise que já então devastava o ramisco, vinho que havia recebido o reconhecimento internacional na Exposição Agrícola de Lisboa (1884) e na Exposição de Berlim (1888): «Bastantes viticultores não empregam jornaleiros: os trabalhos são feitos pela família; são estes ainda assim os que melhor se vão equilibrando, na terrível crise actual, mas para uns e outros se ella ainda se prolongar será infallivelmente a ruina.
Uma vinha na areia, hoje em dia é um encargo, pois sendo a despeza da cultura enorme, o preço actual do vinho não chega a cobrir os gastos feitos com ella. [Para acabar com as falsificações e melhorar a sua qualidade] Devia o vinho de Collares ter um typo definido e permanente, e isto só se conseguirá com a creação de uma sociedade cooperativa vinicola, de produção e venda [e os agricultores] não seriam obrigados por falta de dinheiro, á venda por preços baixissimos»(5). A Carta de Lei, de 18 de Setembro de 1908, determinou que os vinhos produzidos na freguesia colareja e nos terrenos areentos das freguesias de São Martinho e de São João das Lampas fossem tidos como vinho do tipo regional de Colares. O Decreto de 1 de Outubro de 1908, assentou que as designações firmadas pela tradição se considerassem vinhos de pasto de tipo regional. E, o Decreto de 25 de Maio de 1910, regulou a sua comercialização(6).
Ainda, em 1921, o visconde de Salreu erigiu, no Banzão, umas grandes caves projectadas pelo arquitecto Norte Júnior(7). O edifício de nítida inspiração vernacular alonga-se em dois blocos paralelos e contíguos que galgam a encosta, permanecendo a fachada, junto à entrada principal, ornada por duas pipas envoltas numa cercadura azulejar da Fábrica Constança, a azul e branco, na qual se patenteiam putti colhendo uvas. Mas a cooperativa -a Adega Regional de Colares- só viria a constituir-se em 1931 (substituindo o Sindicato Agrícola da região de Colares, de 1930), por iniciativa de vários lavradores, «num meio economicamente depauperado por longos anos de individualismo imprevidente (...) nem tinham preparação associativa nem tinham pé-de-meia que lhes permitisse começar a sua cooperativa pelo princípio»(8). Por conseguinte, o capital inicial era, somente, de 100 contos, por isso houve a necessidade de se acrescer um empréstimo de 750 contos para a aquisição das instalações primitivas e mais 500 contos para as ampliar(9).
E, de entre os 81 sócios fundadores, destaca-se a actuação do clínico municipal e produtor vinícola António Brandão de Vasconcelos(10), para que aquela se tomasse realidade. E, depois da morte do médico, em 1934, Alberto Tota foi o principal animador da cooperativa e representante de Colares no Conselho Superior de Viticultura(11).
A Adega Regional, todavia, foi incapaz de reverter o processo depredativo do Vinho de Colares que coincidiu com o crescimento da Praia das Maçãs.
Outros factores que conduziram ao apoucamento do vinho, foram, sem dúvida -para além dos já mencionados custos de produção, as sistemáticas adulterações causadas pela introdução de castas alheias ao ramisco e o domínio, muitas vezes pouco escrupuloso, de alguns comerciantes sobre os viticultores-, a grande depressão de 1929 que inibiu os mercados estrangeiros, em particular, o brasileiro; a expansão urbana e a pressão imobiliária que causaram o abandono e a destruição dos numerosos vinhedos de ramisco, os quais tinham sido, aliás, poupadas ao surto de filoxera observado na região de Lisboa a partir de 1865(12).
(1) Sobre este assunto, vide, v.g. SANTOS, 1992.
(2) Cfr. Ilustração Portugueza, n.º 508, 15 de Novembro de 1915, p. 640.
(3) Cfr. Ilustração Portugueza, n.º556, 16 de Outubro de 1916, p. 306.
(4) Cfr. CHAVES CRUZ, 1908, p. 11.
(5) CHAVES CRUZ, 1908, pp. 72-74.
(6) CUNHA, pp. 65-67.
(7) Cfr. O Regional, 14 de Setembro de 1924. Note-se, ainda, que foi construído pelos empreiteiros Santos & Santos, «constructores e edificadores» de Sintra, com sucursal na Praia das Maçãs (cfr. loc. et op. cit.).
(8) Cfr. Jornal de Sintra, 2 de Outubro de 1938.
(9) Cfr. Jornal de Sintra, 2 de Outubro de 1938.
(10) Brandão de Vasconcelos revelava grandes preocupações sociais e, para além das medidas que juntamente tomou com Carlos França no âmbito da higiene e assistência social (cfr. CAETANO, 1999A), reivindicou o parcelamento e a arborização da Serra de Sintra e a criação de um sindicato agrícola (cfr. Jornal de Sintra, 4 de Julho de 1937). Em termos políticos, refira-se, que foi um dos signatários da acta da Câmara Municipal de Sintra de aceitação do regime republicano e foi senador da República nas Constituintes.
(11) Cfr. Jornal de Sintra, 20 de Novembro de 1938.
(12) Cfr. ESTEVES DOS SANTOS, 1938, pp. 14 e 53-54.
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JUNTA DE FREGUESIA DE COLARES
Avenida dos Bombeiros Voluntários, 77, 2705-180 COLARES
Tel.: 21 929 07 88 Fax: 21 928 34 53
jfcolares@mail.telepac.pt | www.jf-colares.com
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De: www.LusaWines.com

2008/05/08 - Cave do Vinho Verde abre a 14 de Maio     
Na próxima quarta-feira, dia 14 de Maio, pelas 11h30, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso apresenta a Cave do Vinho Verde, localizada na Casa da Botica.

Trata-se de um espaço municipal que surge no âmbito do projecto comunitário transfronteiriço apoiado pelo Interreg III A "Rotas do Enoturismo", e que, a partir daquele dia, passa a estar aberto ao público.
Ali estarão para provas e venda vinhos provenientes das entidades que aderiram a esta iniciativa, quer locais quer das regiões de origem dos parceiros, os quais estarão associados a outros produtos agro-alimentares e de artesanato. No mesmo espaço será ainda feita a promoção da rota vitivinícola Minho/Ribeiro, que abrange parte do Norte de Portugal e parte da Galiza, em Espanha, e que integra adegas, restaurantes, alojamento turístico, património, artesanato, agências receptivas, enotecas e empresas de animação turística. A marcação de visitas e de programas também poderá ser realizada na Cave do Vinho Verde.
Na mesma data, o concelho povoense recebe a visita de elementos das entidades portuguesas e espanholas que integram o partenariado deste projecto, que tem como objectivos gerais dar a conhecer a região e aumentar os fluxos turísticos, a partir do vinho (vinho verde, alvarinho e ribeiro), bem como reforçar a cooperação transfronteiriça. De Espanha, participam o Concelho de Ribadávia (Chefe de Fila) e o Concelho de Carballeda de Avia; de Portugal, para além da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, fazem parte a Câmara Municipal de Melgaço, a Câmara Municipal de Amares, a Região de Turismo Verde Minho e a Associação de Turismo da Póvoa de Lanhoso.
Para estes e para eventuais interessados, está desenhado um programa que prevê a visita a uma unidade produtora, a Quinta Villa Beatriz, pelas 10h30, a visita à Cave do Vinho Verde com Prova de Vinhos e de Produtos Regionais, pelas 11h30, e uma visita e actividades na Diverlanhoso.
De: www.cm-povoadelanhoso.pt

2008/04/06 - "O REI LEITÃO" no Museu do Vinho Bairrada     
I EXPOSIÇÃO COLECTIVA DE ARTE CONTEMPORÂNEA DA BAIRRADA
Pintura, Escultura, Fotografia - 5 de Abril a 21 de Setembro de 2008.
Exposição que reúne grandes mestres das artes plásticas como: Júlio Pomar, Cruzeiro Seixas, José Rodrigues; Onik, Mário Silva; entre muitos outros num total de 60 artistas em que o mote principal é o Leitão da Bairrada.
Leitões vivos em pleno Museu do Vinho Bairrada e artes cénicas com obras de Arte únicas alusivas ao Leitão da Bairrada
Oportunidade rara para ver a obra de inúmeros artistas plásticos Portugueses e Internacionais de alto prestígio, em exposição no Museu do Vinho Bairrada – O Tema é o Leitão da Bairrada :
ARTISTAS A CONCURSO: Abílio Febra / Alexandra de Pinho / Alexandre Baptista / Augusto Canedo / Balboa /Carla Faro Barros / Chuva Vasco / Duarte Vitória / Duma / Elizabeth Leite / Francisco Pedro / Gil Maia / GustavoFernandes / Isa Santos / Isabel Lhano / Isabel Padrão / Joana Rêgo / João Noutel / José Fonte / José Plácido /Júlio Pires / Mário Vitória / Moema Quinta / Mónica Oliveira / Nuno Raminhos / Paulo Pina / Pedro D'Oliveira /Pedro Figueiredo / Pedro Tavares / Quintas / Rita Melo / Sheila Fraga / Silvia Garcia Castro / Teresa Bravo /Xico Lucena.
ARTISTAS CONVIDADOS: Aísar Jalil / Ana Cristina Leite / Carlos Lança / Carlos Revenga / Cruzeiro Seixas / Demo / Francisco Laranjo / Gerard Mas / Ibrahim Miranda / Jaime Isidoro / José Emídio / José Rodrigues / Júlio Pomar / Manuel Patinha / Mário Silva / Nuno San-Payo / Onik Sahakian (discípulo de Salvador Dali e seu joalheiro) / Paulo Neves /Pedro Olayo (filho) / René Francisco / Rico Sequeira / Roberto Diago / Samuel Salcedo / Sobral Centeno
No próximo dia 5 de Abril de 2008 (sábado) pelas 16:30, será inaugurada no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, "SUA MAJESTADE - O REI"
Uma exposição colectiva/concurso de pintura, escultura e fotografia contemporânea, organizada e promovida por três entidades distintas que se reuniram para levar a efeito este projecto de elevado destaque para toda a região centro.
São estas: Confraria Gastronómica do Leitão da Bairrada,
Nuno Sacramento – Galeria de Arte Contemporânea
Câmara Municipal de Anadia/Museu do Vinho Bairrada.
A exposição/concurso de artes plásticas contemporânea "Sua Majestade - O Rei", pretende divulgar toda essa vasta região com especial relevo para O Leitão da Bairrada (temático do concurso) com a participação dos artistas plásticos contemporâneos convidados para este evento nas áreas de pintura, escultura e fotografia. Simultaneamente foram convidados artistas consagrados de elevado prestígio internacional, que irão estar em exposição em sala distinta, mas sem concorrer ao prémio contribuindo para o engrandecimento e maximização desta grande mostra de artes plásticas.
Salientamos que a exposição/concurso, para além de toda a parte artística e cultural, tem também por objectivo atribuir três prémios/aquisição e menções honrosas. O Primeiro Prémio terá o valor de 5.000,00 €, o Segundo no valor de 3.000,00 € e o Terceiro no valor de 2.000,00 €.
A exposição da Obra de tão grandes e ilustres Artistas Plásticos nacionais e internacionais no Museu do Vinho Bairrada é certamente, um valoroso contributo para a consolidação e afirmação deste espaço museológico e de toda a região, no panorama da arte contemporânea em Portugal.
A Câmara Municipal de Anadia, prontamente aceitou encetar parceria nesta ambiciosa iniciativa, já que além de poder contar com a presença de Artistas que estão directamente associados à história das artes no nosso Pais e além fronteiras, permite ainda, estabelecer dinâmicas multifacetadas, no sentido de dar uma maior visibilidade a diversos sectores profundamente estratégicos para a Bairrada (Gastronomia típica, Vitivinicultura e Turismo). Com esta exposição o Leitão da Bairrada, apresenta-se como mote para a mostra e criação artística de raiz, segundo linguagens plásticas bem distintas, simultaneamente direccionadas para um mesmo propósito – consagração de um produto de elevado reconhecimento Internacional que é indubitavelmente uma das maiores riquezas e majestade gastronómica de Portugal.
Sendo o Museu do Vinho Bairrada, uma instituição cultural ao serviço da comunidade local e nacional, e tendo como missão fundamental sensibilizar e motivar os diferentes públicos para a salvaguarda dos patrimónios históricos Bairradinos, encetar esta parceria na dinamização desta exposição, apresenta promissoramente, pontes para estabelecimento de laços entre sectores. Apostamos assim, em estratégias diversificadas, que passam também por uma forte ênfase em artes plásticas de elevado reconhecimento de cariz assumidamente arrojado e contemporâneo. Uma aposta, que surge no âmbito de dar continuidade e reforço à política expositiva do Museu, (assumida desde a inauguração deste espaço a Setembro de 2003), visando dar contributos válidos para a democratização e descentralização das actividades de índole cultural, disponibilizando a todos quantos visitam a Bairrada, acervos e colecções artísticas de primeira categoria, habitualmente só patentes nos grandes centros urbanos.
Na inauguração haverá ainda apontamentos teatrais protagonizados pela actriz Joana Oliveira numa produção Shivatarra - Terra das Artes
Presença de Mico da Câmara Pereira e dos produtores musicais de Dulce Pontes e de Fernando Girão.
De: Museu do Vinho da Bairrada

 
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